"De súbito, tudo mudou.
A agradável brisa que dava vida à paisagem transformou-se num sopro constante que rapidamente arrefeceu o tempo; o sol, que outrora brilhava e alegrava o ambiente, fora coberto por uma espessa camada de nuvens cinzentas, carregadas de dor e tormentos; os pássaros abandonaram as suas belas melodias, gritando em busca de um abrigo, um porto seguro. Já nada era o mesmo.
Sem dúvidas que algo terrivelmente assustador acabara de chegar para atormentar a pacata povoação que ali vivia… Acabara-se a paz!"
E não é que os exames estão a chegar? Continuo a não saber como o tempo passou, mas de facto simplesmente aconteceu...
boa sorte para esta batalha!

Por vezes, encontramos a perfeição onde menos esperamos.
Basta olhar em redor com atenção para que algo nos cative o olhar, para que simplesmente se torne impossivel tentar resistir a essa beleza. Basta querer, imaginar, sonhar para conseguir a perfeição, nem que seja apenas por uns segundos...

Por vezes, sentimo-nos perdidos, sem saber o que fazer nem para onde ir...
Mas temos de reagir, apenas assim conseguimos encontrar o caminho, prosseguir os nossos objectivos, concretizar os nossos sonhos, matar os nossos demonios, superar os nossos medos!
"Há duas maneiras de espalhar luz: ser a vela ou o espelho que a reflete."
EDITH WHARTON
porque nao sermos a nossa própria luz e nao um simples espelho que a reflete?!
Este texto já tem algum tempo, mas estou a tratar de escrever uma continuação... Não estou com muita vontade para detalhes, mas posso dizer que muitas vezes há pessoas que mostram uma faceta diferente, fazendo-nos interrogar se será essa faceta a verdadeira personalidade da pessoa ou não...
"Ainda tal me parece impossível, custa-me a crer. É assustador o modo como crescemos e nos separamos. Podia jurar que ainda ontem estávamos juntos, a rir, a fazer planos para a nossa vida perfeita... mas parece que a perfeição não é mais que um estado de espírito, uma ilusão criada pelo nosso subconsciente, ocultando as falhas, os erros que nos caracterizam.
Agora, olhando para nós apenas vejo figuras incompreensíveis, turvadas pelas paredes de gelo que existem a separar-nos, onde outrora existiam rios de água cristalina. Toda a transparência que existira entre nós tornou-se num conjunto de vultos misteriosos, segredos que nos matam por dentro pelo simples facto de os ter, mas parece-nos mais fácil mantê-los a quebrar este gelo que nos separa e nos turva a visão...
Acredito verdadeiramente que não sabemos lidar com as nossas falhas, por isso criamos estas paredes, estas muralhas, numa tentativa de nos protegermos de possíveis julgamentos que faremos de nós... falta-nos aquele verdadeiro sentimento de confiança. Nunca o tivemos, e também não nos esforçamos para o ter, vivemos uma ilusão que manteremos eternamente, com medo de nos desiludirmos.
Olhando para trás, não consigo decifrar o que criou o primeiro cubo de gelo, não consigo compreender o que mudou... provavelmente foi algo que sempre lá esteve, apenas temporariamente invisível, mas sempre presente!
Desilude-me o facto de não conseguires compreender que consigo ler a tua expressão, consigo ver a falta de confiança que tens em mim, e a parede que existe entre nós torna-se ainda mais sólida, mais densa, mais impenetrável.
Desilude-me ainda mais saber que o gelo nunca vai desaparecer completamente, se calhar nem sequer vai diminuir, pois a minha maior desilusão é saber que nem tu nem eu alguma vez daremos o nosso melhor para corrigir os nossos erros, eliminar todo o gelo que existe entre nós.
Por fim, desiludes-me por me teres iludido com toda uma relação especial que não é mais que algo banal.
Nunca seremos verdadeiramente mais que colegas, apesar de nos intitularmos de muito mais, nunca sentiremos aquilo que dizemos sentir, apenas aparentamos tal para não nos sentirmos mal com as tão elevadas expectativas que um dia criamos, quando tudo parecia perfeito banhado pelo sol de Janeiro..."
Já passou mais de um mês desde o meu último post. Durante este mês não me dediquei a escrever nada em concreto, mas sim a desenvolver pormenores, a criar um mundo imaginário que sirva como pano de fundo de uma história que paira na minha cabeça há já algum tempo… Considerei um projecto divertido e bastante útil, pois permitiu-me criar as bases, os alicerces de quase toda uma imaginação, mantendo um fio condutor entre todas as histórias e criando uma estrutura capaz de servir como fio condutor na minha cabeça e, consequentemente, no papel. Aconselho que todas as pessoas que gostam de escrever passem os olhos pelo Web site “Magical World Builder”, pois de certeza que vão aprender algumas dicas que vos ajudem. Contudo não é este o motivo que me leva a escrever aqui…
Hoje decidi procurar todos os pequenos contos que escrevi, todas as páginas que viriam a ser uma história, todas as ideias que viriam a ser desenvolvidas… Passei algum tempo a ler e a recriar os mundos que outrora imaginara. São muitas as histórias que nunca desenvolvi suficientemente, mas ao lê-las outra vez senti-me como se tivesse voltado atrás no tempo, voltei a sonhar com o que sonhava quando escrevia, revivi dramas que não me lembrava ter vivido. Independentemente da estrutura gramatical, da coerência dos textos ou do enredo da história, considero ter feito um bom trabalho, pelo menos para mim, pois consegui atribuir a simples palavras os sentimentos que me atormentavam, que me perseguiam tanto durante o dia como em sonhos que mais se assemelhavam a pesadelos.
Fico feliz por tudo o que escrevi. Alegra-me saber que um pedaço de mim está contido numas folhas amarrotadas que tenho para aqui guardadas, mesmo sabendo que nunca ninguém que não eu lhes deitará a vista em cima, são um reflexo de mim que não será lido por ninguém, pois não há quem eu considere digno de tal. Apenas tenho pena de não ter guardado tudo o que escrevi, pois apenas guardei uma pequena parte de tudo o que escrevi.
Tenho vontade de recomeçar a escrever histórias inacabadas, paradas no tempo, mas sinto que as devo deixar assim. Talvez um dia mais tarde acabe por completar algumas, mas não agora. São demasiados os sentimentos que exigem ser ouvidos, que precisam de uma história, de um parágrafo, de algo que os torne eternos…
E agora acho que vou escrever alguma coisa…
Enquanto ainda não começo nada novo deixo aqui um texto já antigo...
Este excerto pertence ao prólogo de uma historia que estava a escrever há algum tempo, mas acabei por deixar de continuar. Por motivos alheios deixei de ter gosto neste mundo que criei, pois nada que eu imaginara continua a fazer sentido...
"Finalmente o silêncio. Após uma eternidade de ruídos do dia-a-dia, desde o barulho de pessoas, gritando, discutindo ou apenas caminhando, passando pelos irritantes sons da tecnologia, como até o simples toque de um telemóvel ou o rádio do vizinho que está demasiado alto, é durante a madrugada que posso descansar.
Os meus olhos estão fechados, enquanto eu aproveito cada momento deste silêncio irreal, em que todas as máquinas estão mudas, todos os animais recolheram para os seus recantos, e quase todos os humanos adormeceram, apenas para mim.
É por isso que gosto da noite e me sinto atraido pela escuridão. Sei que em altura nenhuma do dia me sinto tão feliz, vivo, mas, quando a noite vai alta, todo o meu corpo celebra a calma e a paz que predomina nesta cidade.
Quero passar assim a eternidade, mas sei que é impossível."
Pode ser que algum dia ache que esta história mereça continuação...